Home Data de criação : 07/12/15 Última atualização : 08/10/11 15:31 / 24 Artigos publicados
 

Onde a vergonha não tem lugar  escrito em quarta 12 março 2008 22:41

Tive eu uma reunião com uma fulana que se morresse não faria falta à própria mãe. Só assim se explica a falta de humanidade com que se lida com os sentimentos das pessoas.

Puta, puta, reles e ordinária que nem merece ser asim tratada por respeito às putas!

Coitada da mãe dela porque se um dia precisar mete-a num hospício só para a carreira profissional não estagnar...

Carreiras profissionais e oportnuidades há muitas... mãe há só uma, mas ela não pensa assim e defende o patrão com as unhas sujas e envenenadas da porcaria de pessoa que é...

 

Ah pois, é a vida real... não hao-de estar tantos e tantos milhões na desgraça em que estão... e não há-de a violência extrema aumentar de dia para dia...

 

 

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Inflamação  escrito em sábado 01 março 2008 11:38

O que vem a seguir serão apenas lugares comuns. Não poemas, porque eu não sou poeta, nem tenho pretensões a tornar-me cavaleiro de causas perdidas, mesmo que escritas com a alma, com a simplicidade de quem anda nisto apenas pela diversão, nada mais.

As minhas ausências reflectem-se em escrever cada vez menos seja para quem for, tudo se resume a meia dúzia de pessoas, dentro das milhares que já tive oportunidade de conhecer.

Veio-me agora à lembrança um documentário que deu na televisão acerca de leopardos fêmea em África, do seu instinto natural para caçar (ou não fossem felinos), do instinto maternal que suplanta o mesmo instinto de caça. Nós humanos não temos essa capacidade de passar do mal ao bem, porque temos o que os leopardos não têm: a inteligência, a esperteza saloia com que vamos destruíndo cada passo dado em frente regredindo a cada dia a um estado de funesta incapacidade de sobreviver. Fosse este um mundo de gente apenas preocupada em viver no seu canto, com as suas mundanas sensibilidades e talvez o mundo não estivesse à beira do colapso.

Tenho uma paixão enorme por animais, especialmente por felinos, que não são pêra doce de conviver. Não falo dos gatos, seres tão dóceis, como incompreendidos pela bestialidade humana. Lembro-me antes dos leões, dos leopardos, dos tigres, dos pumas, dos jaguares, desses bichos maravilhosos que teimam em resistir (até quando não se sabe) à investida do verdadeiro rei da Selva, o ser humano. E um dia quando eles não existirem? O mundo vai ser decerto, um lugar muito mais triste e infeliz.

África, berço da humanidade, semente de violência pela ignorância dos humanos que para lá enviam os dejectos da humanidade, dos humanos incompreendidos que se tornam bestiais máquinas assassinas sem saber o porquê, de seres que morrem à fome, que se auto-destroem com aquele ar de incredulidade que nos incomoda tanto à hora da nossa refeição (e pegamos no comando ou tapamos os olhos das crianças... que horror mostrarem essas coisas... diria que sim, mas por outro motivo...) e olhamos indiferentes continuando a ignorar o que se passa lá fora.

Mas se o mundo ficar sem os leopardos, sem aquela imagem deliciosa da fêmea que adoptou o bebé babuíno mesmo após ter morto a sua mãe como que tomada pela confusão. tomada por um institnto maternal que não vejo em algumas mães, protegê-lo em vez de o matar, essas imagens ficam-me gravadas. Quantos humanos se redimem do mal que fazem?

 

 

... o vídeo com o leopardo Legadema... em anexo...

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Fevereiro  escrito em domingo 10 fevereiro 2008 20:01

Ontem, foi um dia memorável.

Fui a um encontro de poetas, promovido pela Associação Portuguesa de Poetas, na qual me inscrevi.

O encontro dá-se, mensalmente, na Pastelaria Vá-Vá na Avenida de Roma, em Lisboa.

Foram quatro horas de puro convívio e mudei um pouco a minha ideia da chamada terceira idade, de como se perde tempo com lamentos e supostas derrotas enquanto se tem a vida ali à espera que façamos alguma coisa por ela.

É claro que nem toda a gente tem o espírito da poesia, nem tão pouco de encadear letras. Mas há sempre quem se perca pelo caminho destroçando todo e qualquer jeito que possa ter para encadear melhor os seus momentos de vida. É mais fácil dizer que 'estou velho' do que abrilhantar os seus dias com um espírito adaptado ao que se tem. Houve o passado, há o presente, o futuro logo se vê. E pelo que senti daquela gente que transpira vida por todos os poros, o presente vive-se, para aqueles momentos, para aquelas 'migalhas' de tempo em que a alma brilha através da voz.

 

Fui como observador, agradeço-o, ao meu amigo Paulo Pereira que me apresentou a doce Senhora Marisa Ryder, sonetiosta por excelência e que está para lançar um livro de contos, lançamento esse no qual eu quero e vou estar presente. Há pessoas que se comprazem em transpirar amor para o próximo, vida em doses maciças, não vá o amanhã ser uma miragem.

 

Conquistei dois livros que hei-de comprazer-me a ler e se possível a declamar, um deles do recentemente desaparecido Ulisses Duarte (há descobertas maravilhosas que apenas provam que o poeta apenas desapareceu fisicamente, tudo o resto continua dentro dos corações de quem o ama) chamado 'Vilancetes para o meu Presépio'. A outra conquista foi a nobre amizade da Excelentíssima Marisa Ryder que me ofereceu com o saboroso autógrafo num livro seu chamado Sonhos Idílicos. Ainda tenho tanto para aprender... todos temos!

E as boas notícias não vão ficar por aqui... hei-de voltar com maior assiduídade a este espaço de amizade!

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Janeiro  escrito em sexta 01 fevereiro 2008 00:35

O mês está no fim.

Mantenho a minha vontade de falar do que significa cada mês, cada momento vivido em paz ou em guerra, pelos meus olhos.

Fico-me apenas por dois dias que ficarão na minha história pessoal... 13 de Janeiro aqui, neste mesmo quarto... e 22 de Janeiro provavelmente o melhor dia da minha vida e nem me lembrei de o festejar este ano!

Fica aqui o desejo que todos os meses sejam como Janeiro, apesar das tormentas que me afectam, mas nem tudo pode ser perfeito, nem a luta pára por morrer uma andorinha!

O ano é bissexto, isso agrada-me, tem mais um dia para poder pelo menos tentar ser feliz! 

 

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Deolinda nos Recreios da Amadora  escrito em quinta 17 janeiro 2008 23:13

Os Deolinda nos Recreios da Amadora... onde de música apenas vi: A Naifa e muito, mas mesmo muito cinema... e o filme mais antigo que me lembro de lá ver, ainda aquilo era apenas cinema, «Raiders of the Lost Ark» do Spielberg, tinha 9 anos... estavamos em 1981, não me lembro de voltar a ir ao cinema com os meus pais... o pai e a mãe mais o filho... os passeios esses eram mais ao ar livre ou no velhinho Fiat 127 de 1972!!! Memórias ainda da infância...

 

Ah mas os Deolinda é que são para aqui chamados!!! Novos e fantásticos... já cá estiveram, na Amadora e eu não os fui ver....buáááááá!!!

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