Home Data de criação : 07/12/15 Última atualização : 08/10/11 15:31 / 24 Artigos publicados
 

Silêncio - Tempo - Vida - Morte  escrito em domingo 13 janeiro 2008 15:01

A minha música do momento é «Falamos Depois» do Paulo Gonzo (está à venda no magnifico Perfil... por exemplo...) ... foi feita à dias, em 2005. Curiosa a velocidade com que o tempo passa não é?

Confesso que nem dou por ele passar e a impaciência pela falta de paciência, por ter aquelas coisas normais, de ser banal e circunstancial afectam-me cada vez mais. A falsidade das pessoas também. Mas para isso arranjei um remédio e há sempre a forma de separar o lixo, o vidrão, o papelão, pilhão e os filhos da puta (esse nunca mais teria fim de tanto que há... mais ujma vez lembro-me do «Discurso sobre o Filho da Puta» de Alberto Pimenta, acerca do pequeno e grande filho da puta - e curioso que tem de ser a mãe a pagar as favas... mas a culpa deles estarem no mundo é da mãe, só pode ser essa a conclusão).

Ouço constantemente  falar na falta de tempo, e no alheamento das pessoas. Faz-me sempre impressão quando descubro que alguém ia ao telefone distraído e morre sem saber porque um combóio ia a passar. É fruto dos tempos em que vivemos há muito tempo, esse tempo já começa a ser velho, eterno, sujo. E depois há um ataque cardíaco, um AVC, um qualquer acidente, e o tempo ganha outra dimensão, e o silêncio que nos povoava o excesso de tempo que dedicavamos a coisas efémeras esvai-se. O tempo, esse filho da puta, passa depressa e não o aproveitamos, não o gozamos, não o disfrutamos, porque meia dúzia de endinheirados nos quer obrigar a ser patriotas, a lutar pelo bem estar de todos. Anarquia? Entre os animais selvagens é possível e não existe, entre nós, os ditos seres humanos, e por causa do remoínho de vento que vai dentro das cabeças aumentando com as experiências adquiridas ao longo do tempo... falo da inteligência ou o que fazemos com ela. Da eterna vontade de complicar o que é fácil, do pudor, das taras doentias que têm de ter cura. Entre os animais ditos irracionais... digam-me lá quantas taras eles têm em comparação connosco?

Um ser humano morre é-lhe feito o luto, o desprezo, o esquecimento e se foi conhecido o possível lucro com o legado que deixou. É isto o que somos e eu sou carnívoro... como os leões, as águias e tal... também querem matar os leões por gostarem de carne? Ao mesmo tempo tenho admiração pelos vegetarianos, mas não sou hipócrita, sou pecador e gosto de o ser.

E para piorar tudo, adoro gatos, esse animal falso... Basta! O unico ser falso é o humano!

«Ai como é bom assim acordar »

 

 

Mas para estragar tudo... meto um vídeo de uma música que me martelou na cabeça muitos anos... retro...eheheheheh... Haddaway - What is Love 

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Projectos, sono e levantar cedo  escrito em sábado 05 janeiro 2008 03:07

Não me move a fama, estúpido seria se pensasse nisso, sobretudo num país destes donde me quero ir embora quanto antes.

Mas antes de me ir embora, ou de ter a certeza que o vou fazer (eterna se calhar nem a alma), vou dar uso a uma série de folhas especiais que comprei, fazendo livros com todos os poemas e prosa que tenho por aqui. Com ilustrações, provavelmente com alguns dos nomes que pus numa votação em que de vez em quando alguém vota... do Brasil a Inglaterra e às vezes Portugal (são poucos... mas é por poucos e bons que se começa).

Primeira etapa... fazer uma nova edição de O medo do dia seguinte, para uso próprio é certo... mas ao estilo director's cut... uma vez que as editoras se regem por políticas que não entendo... talvez seja falta de visão comercial, eu que até sou um gestor comercial (sem orgulho... pouco ganho com títulos)...

De vez em quando virei aqui dar conta do que tenho feito, com a certeza que todos os erros que estão impressos vão desaparecer. Vai ser engraçado e a quem me visitar poderei mostrar algo diferente no que diz respeito a formas de fazer livros... as minhas passeatas quase obsessivas pela FNAC têm o seu objectivo... mas é certo que serão ideias que futuramente apresentarei a quem as quiser ver (exceptuando a nova versão do meu livro editado... apenas por questões contratuais).

Hoje dediquei isto a mim... mas tenho em mente falar de algumas pessoas que me são especiais... sem nome, sem fama, mas que admiro para lá de tudo o que possa ser explicável, sem dores de corno, sem invejas, sem subterfúgios.

E agora vou dormir que estou cansado... uma das formas de contornar o stresse intenso (pelo menos para mim) é cansar a mente, amolecer o corpo, para que os olhos se fechem depressa mesmo na presenmça de trovões e confusões.

Sejam felizes!

 

(a foto é em cima de um vulcão ainda a deitar uns vapores... com Santorini ao longe...)

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Sweeney Todd o Cruel Barbeiro de Fleet Street  escrito em sexta 04 janeiro 2008 00:29

Ah pois, é apenas um pretexto para falar do novo filme do Tim Burton... eu até tenho aquele lado sombrio dele, apesar dos poemas românticos, do amor e da paixão... NÃO... NÃO... o primeiro musical que vi na vida ao vivo chama-se Sweeney Todd, sombrio, como gosto,  mas iluminado por um elenco de jovens brilhantes... ah e depois há a minha querida prima Rita (somos dois dos artistas da família... até ver os únicos das artes, cada um na sua área)... adorei a experiência... mas um dia tenho que te ouvir cantar com 'la voce del silenzio'... que me dizes Rita, em vez de ser o Andrea Bocelli, tu a cantares em italiano... acalento esse desejo de te ver num espectáculo a solo!

A vida é sonho e depois... menina, sonhemos, num mundo sem Sweeney Todd The Demon Barber of Fleet Street...

Sou um péssimo crítico... mas deixo aqui uma versão em inglês do Sweeney Todd (um dos meus momentos brilhantes de 2007... é sempre brilhante alguém que também partilha um pouco do nosso sangue a brilhar!!!) que  para que possam imaginar como seria em português... e aquelas empadas....brrrr

 

E diz-me lá... já deves ter percebido que estou a ouvir o Andrea Bocelli (bem preciso de calma)... que tal treinares o 'Sogno' e cantares para a família... imagino o pessoal todo aos abraços, a levantar voo! Não é brincadeira, um pouco de poesia não faz mal a ninguém! E  fez-me bem no meio daquelas caracterizações sinistras ver tanta gente a brilhar!!!

 

Chega... hoje este 'artigo' é para a minha prima Rita que conheci em 2007, que vi ao vivo a primeira vez em 2007 (curioso um ano tão mau, acabar bem...)... outros artigos se seguirão para cada amigo que tenha, porque os silêncios ensurdecedores nos levam a omitir o amor que sentimos uns pelos outros... amor de amigos, da extrema vontade de mostrar um sorriso, de dar energia por um abraço! E não deveremos ser nós a procurar essa energia, por muitas lágrimas que caiam, por muita dor que se apodere do nosso coração?

Eu recuso-me a calar o que sinto só porque parece mal... quem entende mal tem milhões de outras páginas para visitar e delirar!

 

Vejam lá então um excerto do Sweeney Todd em inglês (não encontrei do brilhante espectáculo que esteve no Teatro Aberto no youtube ou alhures...) fica a homenagem por linhas tortas!!!

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Leonard Cohen - Hallelujah  escrito em sábado 29 dezembro 2007 21:02

Em especial para:

A minha família

Tia Ana

Prima Filomena (que se encarregará de distribuir os beijos pelo resto da família) especialmente pela talentosa prima Rita, mas sem esquecer ninguém!!!

Sónia (prá frente é que é Lisboa!!!)

Ana e Carlos (obrigado pelo que têm feito...) 

Fátima (és um ser maravilhoso)

Luís Ramos e família (os meus amigos alentejanos do coração)

Anabela e Jorge

Márcia e Bruno 

Virginia e seu grupo fantástico de amigos

Rosarinho e filhota (mais as amigas de sonho que conheci através dela... como a Renata e a Patty...)

Paula Brito 

Dolores Jardim (postal maravilhoso... prenda de sonho digo eu!!!)

Lilu

Érica

Marcos 

Daniela e o seu filhote lindo 

José Carlos (estás perdoado e as faltas podem ser sempre supridas enquanto houver vida...) 

Jorge Sousa

Álvaro Costa

Aos instrutores amigos

Aos bancários amigos (poucos mas bons!)

Ana em Aveiro

Paula em Inglaterra

Kathleen Mel 

Helena do Orkut

Rachel

Isabel

Luiza 

e alguns amigos do Orkut e do Recanto das Letras, mais presentes que tanta gente de carne e osso!

etc... e desculpem-me os que não mencionei que ainda são alguns...

 

Os outros, o lixo, estão na fila do confessionário à espera que o seu Deus lhes perdoe o pecado da sua infinita pequenez, estupidez e cérebro apodrecido pela inveja!

 

Os amigos no coração, o lixo no lixo...

 

E para os amigos fica o meu vídeo preferido, pelo menos para o final de 2007... em 2008 num dia qualquer de Janeiro regresso!

 

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Obrigado!  escrito em quinta 20 dezembro 2007 12:33

Há aquelas coisas que se fazem quando acaba um ano, as listas disto e daquilo, presumo eu que apesar de tudo para mim foi um ano positivo, quando esteve a um mero passo de se tornar um pesadelo sem fim. Felizmente houve um anjo bom que segurou a vida ausente de alguém que me deu muita da minha formação moral enquanto adulto. Essa pessoa está viva, os olhos vão-lhe brilhar para além do infinito e eu vou poder testemunhar o renascer do amor pela vida nessa pessoa! Isso sim deixa-me feliz a poucos dias do final de 2007.

Do que foi mau chega de conversa. Acabo o ano com o meu primeiro livro editado, apesar da péssima revisão ortográfica (muito má mesmo), que no entanto serviu para que da próxima vez faça eu a revisão (se queres faz se não queres pede para que te façam. Mas pronto ao menos dei-lhe um título que considero perfeito apesar do conteúdo estar dilacerado. Agradeço no entanto a oportunidade de o ter feito, num país da treta como é Portugal, que acarinha a porcaria como se fosse o génio. Dá lucro é bom, não dá garantias de lucro que se lixe... mas eu prometi falar positivo...

Outras coisas ficaram-me gravadas na memória (não, não vou falar de trabalho... prometi que ia falar de coisas boas...) , as férias na Grécia até quase ao fim foram relaxantes como há muito não relaxava... conheci Ydra e Syros e fiz uma retemperante viagem de 600 km até à feia Salónica... e há as viagens a Sevilha para ver os amigos (que se mudaram tantos para lá...), mas eu prometi que ia falar apenas de coisas boas.

O Orkut que foi o mote para que recomeçasse a escrever, embalado pela edição do poeta João Jacinto aventurei-me na mesma tentativa e consegui-o, e em 2008 vou fazê-lo de novo, é certo isso.

Mas tomei um caminho diferente, até porque não sou apenas poeta, escrevo o que me sai da alma seja em verso, seja em prosa, apenas tem que sair para não sentir a alma presa.

Conheci um bom grupo de pessoas com quem apenas tive a oportunidade de conversar uma vez até altas horas da madrugada, após umas certas conversas com o imprevisto do mágnifico Professor José Flórido.

E há os amigos do msn... os que me acarinham do Brasil, de Inglaterra e talvez a minha irmã da Grécia... pelo menos aparece alguém de lá a aceder ao site, memso não sendo de Atenas... e depois os portugueses que nunca vi, que adorava conhecer e abraçar, porque abraçar transmite energias positivas e é disso que o mundo tem falta...

Desculpem as emoções, mas este blogue foi criado para veícular emoções, não poemas (para isso tenho o site e os outros blogues do google), para dar abraços a amigos, para veícular vida e homenagear quem eu gostar, seja por um mero detalhe, seja por uma vida inteira de injustiças.

Há alguém que adorei conhecer este ano e com quem estive sem falar muito tempo... chama-se Doce Nuvem (prefiro este nome ao verdadeiro, um ser para lá de especial que tem talento, humanidade e um sorriso deslumbrante, apesar da dor, apesar das cores cinzentas que a rodeiam. Para ela e para a outra minha amiga a minha homenagem especial, toda a minha energia positiva e a certeza que a VIDA é um bem precioso pelo qual vale bem a pena lutar.

Mesmo aqueles  que não falei estão todos guardados no coração, sejam amigos do trabalho, de um passado já distante e que regressaram para contar as saudades ficando de novo na minha vida, todos, mas mesmo todos estão guardados dentro do meu coração!

 

OBRIGADO!

 

E o vídeo que fica por aí é um da Enya... em especial para a Doce Nuvem que sei que a adora! 

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