Home Data de criação : 07/12/15 Última atualização : 08/10/11 15:31 / 24 Artigos publicados
 

O Inverno Chegou  escrito em quarta 19 dezembro 2007 14:36

Lá fora a chuva teima em não limpar as amarguras dos que andam pelos passeios, em suspiros, porventura indignados com o estado do mundo ou pelo dinheiro que lhe faz falta, nem eles sabem para quê. Peço desculpa, mas não é deles que quero falar, por isso tomem bem atenção ao que se segue.

 

O Inverno chegou, o frio instalou-se em todos os recantos da vida dos portugueses, mesmo aqueles que encontram sempre motivo para celebrar (onde andam, onde andam?), numa vida sem motivos para celebrar quando a morte toma conta de quem amamos e temos que os guardar apenas no coração. Desculpem-me o egoísmo, mas fui feito para mexer o corpo, para dar dar abraços e ficar assim quieto a ver a chuva levar o calor de um possível afecto decerto deveria angustiar-me, fazer-me querer saltar da janela, como a gata que já cá viveu em casa e vadia foi passar a noite fora. Não, eu não sou a gata que já cá morou e que de manhã estava à porta, quieta, apenas à espera que lhe abrissem a porta. O estrondo seria bem maior e depois quem passaria a limpo todos os poemas que escrevi, os pequenos textos e os livros todos que tenho imaginados na cabeça?

 

O Inverno chegou, todavia vamos lá viver, sempre há mais uma roupita para vestir, um aquecedor para ligar e sobretudo uma companhia para procurar. Mas, acreditam, tenho sentido a falta dos afectos que gostava de ter, talvez por ver a chuva da janela, em vez de a tomar pela cara, molhar os cabelos e a barba que insisto em deixar crescer. Desculpem o ego enorme, mas apetece-me falar da chuva que cai lá fora, da ruína dos sonhos, da morte que há-de chegar mas que nem quero saber, apenas o aconchego de uma qualquer alma, em qualquer parte do mundo me apetece saber!

 

E claro aqui no hemisfério norte, Inverno, chuva e frio, nos corações e sobretudo fora deles, já os Moody Blues cantavam algo do género (It´s Cold Outside of Your Heart... ouçam... a voz é de um anjo que desceu à terra e que mesmo envelhecido teima em cantar da mesma forma)... assim como cantam Lost is a Lost World e fica o vídeo para verem e pensarem no tipo de Natal que há por esse mundo fora!

Como lá anda no vídeo algures... war is not a game... teach children the peace!

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Benjamim  escrito em quarta 19 dezembro 2007 14:27


Conheci-o em 1998, cabia ele dentro de um chinelo, pequenito, bravinho, olho azul muito arrebitado.
Com o tempo tornou-se um gato elegante, mui nobre nas atitudes que tomava, com um feitio dificil, mas ao mesmo tempo extremamente carinhoso e afável com quem ganhava confiança.
Parecia uma pessoa... melhor que uma pessoa, desculpem-me mas a amizade de um animal é pura... não é feita de mentiras ou interesses, ou gosta ou não gosta, não há meio termo.
E apesar disso amuava, vingava-se das palmadas mais afoitas que lhe davam, mordendo as pernas ao passarmos... quantas vezes preferi um arranhão seu a quase toda a gente que conheço... quantas vezes...

Tenho saudades das suas brincadeiras que apenas fazia comigo, de o ver à porta sempre que chegava como que a dar as boas vindas, das suas 'maldades' e do seu mau feitio aparente.

Quanta saudade eu tenho de ti meu gato, a quem chamavamos muitas vezes Beijinhas ou Beijocas, da tua nobreza felina, daqueles pormenores que nunca senti nem vi em mais gato nenhum...

Vi-te partir em descanso, dormias profundamente e eu nunca esperei que fosse assim tão rápido e indolor, pensei que voltavarias a ser como dantes...

Vi-te um gato lindo e forte, vi-te a sofrer nessa doença estúpida como todas elas são e por fim acedemos ao teu secreto pedido de fazer parar o sofrimento. Foi um acto de pura misericórdia o que aquele médico te fez e como eu me vou lembrar para sempre como magrinho e indefeso olhavas para quem te rodeava, como se pressentisses que a hora chegava, mais cedo do que eu que esperava, querendo levar-te e ver-te a brincar de novo comigo como muitas vezes brincámos.


Eras apenas um gato, eu nem vivi contigo apesar de me conheceres bem quase desde que nasceste, mas a companhia que fazias, a nobreza felina que demonstravas marcaram-me como me marcam todos os meus verdadeiros amigos.

Eu sou assim, emotivo ao extremo, mesmo que esconda todos os sentimentos, mesmo que sofra em silêncio, como um gato, como o Benjamim sofreu até dia 19 de Julho de 2006.

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Felizes os que festejam o aniversário  escrito em terça 18 dezembro 2007 15:08

É Natal, tempo de magia
Jesus nasceu há muito tempo
tanto tempo que nem se lembram
o que ele veio cá fazer
talvez por isso
haja tantos pobres
descalços como Jesus
tanta miséria
pelos que não DÃO como Jesus
tanta hipocrisia
pelos que têm a sua linda família
e passam incólumes à miséria
dos que passam fome
dos que apenas se satisfazem
com um pouco de calor
de humanidade
um pouco de magia e
Amor que os que festejam
o aniversário, o Natal, a VIDA
não precisam tanto
apesar de tanto se queixarem
de barriga cheia

É Natal
e para os que vivem sem saber
a alegria de receber
por negligência ou desdém
dos que têm
a minha homenagem
o meu carinho
o meu AMOR
porque era isso que Jesus dava
até a vida deu
para quê?
Convém não o esquecer
e não ler a bíblia
apenas senti-la dentro do coração
mas só para quem tem coração
e os que precisam mais do que nós
quão grande pode ser o coração deles?
Já pensaram?

Este ano no dia 24 de Dezembro à noite quando estiverem em casa, lembrem-se dos sem abrigo, do frio e da falta de afecto que os afecta, saiam à rua, multipliquem-se em abraços, não se desperdicem em promessas de riqueza quando a miséria abunda!

Lembrem-se das guerras que afectam o mundo, que num apartamento perto de vós um mero sonho é a ideia que se tem de Natal, que nos tempos que correm não passa mais do que consumismo e hipocrisia. Alguém por aí disposto a mudar algo? Eu estou e faço-o!

Felizes os que festejam o aniversário quando há tantos que têm corpo e não os deixam sequer disfrutar da alma!

 

(também em www.manuelmarques.com) 

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'Mágnifica Luz'  escrito em segunda 17 dezembro 2007 21:05

Tenho no leitor de dvd do computador um cd sugestivamente chamado Lisboa, algo que me agrada sempre, sobretudo a música com que começa o mesmo (tem o título desta crónica). Sim, Lisboa, de luzes cintilantes, lá ao fundo sempre o Tejo, as colinas repletas de Miradouros, onde os amantes se entregam a desvarios lentos, de preguiça dengosa (adoro esta palavra... e por favor não a confundam com dengue), de bocas entrelaçadas num beijo que não apetece parar, numa Lisboa que canta o passado em tons de futuro intemporal, ou seja, inalcançável, único!

Não consigo deixar de pensar na fuga de Lisboa, e no regresso no dia 6 de Outubro de 1991, quando pela primeira vi Lisboa do Céu... e chorei... que raios tanta lágrima... salgadas, como o mar que nunca me canso de alcançar em abraços que me envolvem na espuma que fica das ondas violentas, altas, sem que se saiba se lá vem algum tubarão.

E o Tejo, todos os dias o tenho avistado da minha viatura, que já não é escura, em abraços de ternura, apesar das torres que querem meter à sua frente, tapando a luz que me incendeia a alma, do desejo de te beijar, de te amar nua de preconceitos. Mesmo assim tenho tido sorte, seguindo do Tejo até ao Atlântico onde tenho outros motivos marginais aos sentidos, em desejo de corpo excitado, sem que alguém o sacie.

E claro a razão pela qual comprei foi A Naifa... e como sempre o bisturi cortou rente a vontade de poupar  alguns tostões.

Mas há tudo o resto, desde o Rui Reininho a regressar à boa música, à costumeira genialidade de Rodrigo Leão (e o resto da Sétima Legião, cada um em sua música...), a 'primeira hora' das Danças Ocultas, tantos motivos de interesse numa obra-prima inesquecível 

 Amo-te Lisboa!

 

Aconselho vivamente este cd, primeira edição da Lisboa Records 

link: http://www.youtube.com/watch?v=LhkutRoo3U0 (têm que ver o vídeo directamente no youtube)

E à falta de melhor um vídeo com a música dos Danças Ocultas com o Ballet Gulbenkian!

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Provocar sorrisos  escrito em domingo 16 dezembro 2007 21:22

Seria ingénuo se acreditasse em tudo o que me dizem. Já lá vai o tempo do Pai Natal. Talvez ingénuo, não seja suficiente para definir o que quero dizer... estúpido aplica-se melhor. Mas o que me traz aqui não é uma qualquer crónica de escárnio e mal-dizer (saudoso programa enquanto Alberto Pimenta por lá andou... o do Discurso sobre o Filho da Puta sabem?), mas a felicidade que me dá na alma por poder provocar um sorriso a alguém.

 

Porra, eu até posso acordar mal-disposto, mas se nalgum lugar do planeta alguém se ri ou chora de alegria, satisfação ou apenas tem uma emoção por minha causa, isso faz-me sentir bem. Fico com a consciência plena de que a vida é um lugar do caraças para viver, bom mesmo! Indepenbdentemente de ter sempre quem me chague a cabeça, tentando por todos os meios inferiorizar-me quando o inferior é quem ataca. Eu apenas sou um mero humano e isso incomoda quem tem a mania das superioridades.

 

Adiante... é um defeito terrível ser egocêntrico, e muito embora pense sempre em mim quando escrevo, nunca é para mim que o faço. NUNCA! Os meus meninos, que os faço sem pensar muito, mais parecendo um orgasmo (há sempre uns melhores que os outros) precisam de crescer na forma de pensar de quem os lê. Algum escritor que não pense assim não serve os propósitos desta arte por isso que se dane mais a sua pseudo intelectualidade de alcôva... e há tantos assim... talvez eu também tenha a mania... 

 

Provocar um sorriso em alguém, sobretudo se sentir que posso ver os olhos a brilhar é uma das minhas maravilhas do mundo e faz mais pela minha demanda pela felicidade que todo o dinheiro junto do mundo.

 

E não pensem que por isso me apaixono facilmente, apesar de ser 'dengoso' de mgostar de mimar as pessoas. não, a paixão é algo quase utópico em mim, por muito estranho que pareça com tanto poema de amor escrito... mas não vou mudar, não me quero suicidar porque gosto de tratar bem quem eu sinto que merece!

 

E o porquê desta treta toda? Há amigos que nunca o foram, outros que nunca o deixaram de ser e por isso foi fácil a reaproximação entre abraços e recompensas imediatas em laços de amor.

Podia falar de nomes, mas essa pessoa quando ler isto percebe que falo dela e que me sinto feliz com essa reaproximação.

Quanto a amor, sinto-o, sei do que sou capaz e por mais que a solidão povoe os meus dias nunca me deixarei dominar pelos silêncios ensurdecedores que alguns tentam impingir-me como forma de escárnio pela sua infeliz presença neste Planeta enquanto pessoas!

Bem, hoje estou feliz, alguém que apenas tenho lido, visitou um dos meus blogues e confessou a sua sublime humanidade e coração que ri e chora é coração que vive! Para ela também o meu obrigado por se mostrar humana. E curioso é que não vivemos assim tão longe um do outro...

 

E no dia em que for ao Brasil, para além das duas cidades óbvias... São Paulo (obrigatória), Rio de Janeiro , terei que visitar Rio Grande do Sul, é quase uma missão fazê-lo e depois o Brasil inteiro... aí uma excursão de 5 anos seguidos... depois... bem depois  se  pudesse mudava-me de vez para o Nordeste... que não o de Portugal... ahahahahah

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