Ontem, foi um dia memorável.
Fui a um encontro de poetas, promovido pela Associação Portuguesa de Poetas, na qual me inscrevi.
O encontro dá-se, mensalmente, na Pastelaria Vá-Vá na Avenida de Roma, em Lisboa.
Foram quatro horas de puro convívio e mudei um pouco a minha ideia da chamada terceira idade, de como se perde tempo com lamentos e supostas derrotas enquanto se tem a vida ali à espera que façamos alguma coisa por ela.
É claro que nem toda a gente tem o espírito da poesia, nem tão pouco de encadear letras. Mas há sempre quem se perca pelo caminho destroçando todo e qualquer jeito que possa ter para encadear melhor os seus momentos de vida. É mais fácil dizer que 'estou velho' do que abrilhantar os seus dias com um espírito adaptado ao que se tem. Houve o passado, há o presente, o futuro logo se vê. E pelo que senti daquela gente que transpira vida por todos os poros, o presente vive-se, para aqueles momentos, para aquelas 'migalhas' de tempo em que a alma brilha através da voz.
Fui como observador, agradeço-o, ao meu amigo Paulo Pereira que me apresentou a doce Senhora Marisa Ryder, sonetiosta por excelência e que está para lançar um livro de contos, lançamento esse no qual eu quero e vou estar presente. Há pessoas que se comprazem em transpirar amor para o próximo, vida em doses maciças, não vá o amanhã ser uma miragem.
Conquistei dois livros que hei-de comprazer-me a ler e se possível a declamar, um deles do recentemente desaparecido Ulisses Duarte (há descobertas maravilhosas que apenas provam que o poeta apenas desapareceu fisicamente, tudo o resto continua dentro dos corações de quem o ama) chamado 'Vilancetes para o meu Presépio'. A outra conquista foi a nobre amizade da Excelentíssima Marisa Ryder que me ofereceu com o saboroso autógrafo num livro seu chamado Sonhos Idílicos. Ainda tenho tanto para aprender... todos temos!
E as boas notícias não vão ficar por aqui... hei-de voltar com maior assiduídade a este espaço de amizade!
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