Home Data de criação : 07/12/15 Última atualização : 08/10/11 15:31 / 24 Artigos publicados
 

«De amor e de dor» de Lígia Antunes Leivas, do aprendiz da declamação MM  escrito em domingo 16 dezembro 2007 17:32


Há uns tempos resolvi comprar um pequeno gravador. A ideia era treinar a voz para declamar poemas. Tenho-o feito e já tenho quase 100 em mp3 no meu pc... em relação a mim não tenho qualquer tipo de pudor, se sair mal apenas eu me queixo a mim próprio.... todavia resolvi lançar-me a poemas de outros poetas que idolatro, o normal Fernando Pessoa (normal no sentido de toda a gente conhecer mas ninguém lhe chegar aos calcanhares...), Joaquim Pessoa, Natália Correia, Ruy Belo, as amiga Luiza Caetano, Rachel Dias de Moraes e Lígia Antunes Leivas...

Claro que não passo de um mero aprendi... mas mesmo assim aproveito para deixar aqui mais um poema que é da autoria de Lígia Antunes Leivas... De amor e de dor... presente no sublime Todas as Palavras...

 

De Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil para o mundo... a honra é toda minha e basta ouvirem... encantarem-se e depois comprarem o livro: Todas as Palavras... presumo que seja fácil de encontrar numa livraria brasileira...

 

Manuel Marques 

 

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Amizades Profundas - parte II  escrito em domingo 16 dezembro 2007 16:39

Onde eu queria perder-me, numa Lua distante do corpo, dentro do coração. Não é preciso que estejas aqui, ao meu lado para te sentir dentro de mim.

Desculpa-me se não te falo da morte, das desgraças alheias, das vergonhas que proliferam por esse mundo fora, hoje apetece-me divagar num mundo diferente, aquele que o Willie Wonka me apresentou, um dia sentado numa sala de cinema, escura, para que pudesse estudar melhor a lição que ele me queria transmitir. Podes dizer que estou louco, que o Willie Wonka não existe, mas deixa-me que te diga, nunca estive tão lúcido na minha vida de nervos e inquietas frustrações e sim, o Willie Wonka existe, e os buracos negros também, e só temos que ouvir o nosso próprio respirar, sentir a nossa pulsação para optar pela melhor solução. Acreditas?

A terra se calhar já gira ao contrário e os relógios nunca mostraram a hora certa, mas quando passeava pelas ruas desertas, apesar das multidões escondidas na sua solidã, olhava para a frente e via um arco-íris, algumas crianças a brincarem, sem medo das proíbições, de serem internadas pela sua natural infantilidade. Sabes, não havia guerras, nem canhões, o He-Man e a playstation eram meras miragens, e na hora do recreio todos tinham a merenda que traziam de casa, onde não havia miséria, nem a falta de um qualquer afago. Apenas utopia. E achas que é mau ser utópico? Para que serve a vida então?

Vivemos na desgraça das segundas-feiras

 

- Ena que chatice, amanhã é dia de trabalho!

 

quando há quem não tenha Domingo, sangue suficiente nas mãos para aquecer o seu próprio coração, apenas os restos da embalagem onde estava um frigorífico, na porta da sede de uma multinacional, tapados até à cabeça e nem nos desviamos para ver se a imobilidade se deve ao frio, ou à morte ter sido a ultima visita, antes de passarmos por lá...

 

- Que vergonha, isto! Capitalistas é o que provocam à sociedade!

- Engano o seu, o anterior presidente da Câmara era comunista, esses bandalhos que comem criancinhas ao pequeno-almoço...

- Cale essa boca imunda, sua porca!

- Ai que horror! Ai que horror! Já não há respeito pelos mais velhos!

- Querias o Salazar não é minha mula?

- Havias de falar assim

- Xô... põe-te na sarjeta que é lá o teu lugar...

-Ó da guarda, ó da guarda!!! Estou a ser violada!!! Aiiiiiiii!

- Mula! - entredentes e a destapar o sem-abrigo que afinal estava vivo! 

 

II

Seguia caminho naquelas avenidas cheias de pessoas que caminhavam rumo à malfadada rotina de que tanto se queixavam, mas nada faziam para mudar.

 

Estava na Avenida de Roma, vislumbrava ao longe o Teatro Maria Matos, era dia de concerto, A Naifa ia lá tocar e na fronteira do perigo de um meliante a correr com a mala de uma senhora já com pouca mobilidade, parei, deixei-o passar e segui para o Teatro. Afinal também tinha a minha indiferença pelos males do mundo. Reconhecera a velha como sendo aquela que clamava pelo Salazar, sal e azar como já ouvira noutras ocasiões.

 

- Minha querida, não estás mesmo farta de ver A Naifa?

- Não, nunca, jamais em tempo algum, vamos lá ver se desta vez eles tocam a Fé... e Deus queira que ela contrinue sem se conseguir masturbar....

- Eh, Eh, Eh, havia de ser bonito...

 

Do show apenas me lembro da companhia da minha amiga e do começo a sós da Mitó 'porque me traíste tanto', lindo, como linda é a sua mão dócil, macia e que um dia ia perdendo para sempre! Depois a música perfeita para o Festival da Eurovisão: A Desfolhada, ainda melhor na voz celestial da Mitó

 

III

 

Ah e tu que estás aí a ler isto, procura nos traços de uma memória intensa quantas vezes te lembras de uma mão, seja ela macia ou curtida pelo tempo. Apenas te digo que só me dá a mão quem não se proíbe de viver e eu gosto mesmo dessa luta: VIVER... acredita é contagiante para quem te rodeia! 

 

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Dezembro  escrito em domingo 16 dezembro 2007 12:16


Estamos naquela época das prendas, dos abraços, das famílias desavindas que se juntam em confraternização, esquecendo as desavenças de 24 de Dezembro à noite a 25 de Dezembro à tarde. É importante referir que desde a consoada até ao fim do almoço de Natal todos se abraçam, contentam com as músicas lindas de morrer do Natal, do menino Jesus que nasceu do ventre da Virgem Maria. Nada tenho contra essas crenças, nem contra a felicidade bacoca que não é mais que puro comércio.
 
E eu que queria estar aqui rodeado da família, a desejar apenas um bom dia, um abraço apertado e beber um copo para confraternizar, tenho que esperar mais uns dias, agora ninguém tem tempo, andam a comprar as prendas, a dar umas quecas (fazem eles bem...), no stresse dos objectivos, sempre a descer como ouço dizer muitas vezes no trabalho, sempre a descer na falta de respeito pelo próximo e da maximização dos lucros. Parece conversa de comunista empedernido, talvez o seja, o vermelho do Benfica sempre me encantou e as influências paternas nunca são de descurar, sobretudo quando bem fundamentadas. É importante as pessoas saberem o que querem, sendo transparentes, seja Dezembro quando menino Jesus nasceu, ou na Páscoa quando os seus semelhantes o pregaram na cruz numa orgia de maldade sem limites que se tem vindo a refinar ao longo dos anos que passaram.
 
Não gosto deste tipo de Natal, nem fui nunca sincero quando desejo bom Natal seja a quem for. É tudo apenas uma mera fantochada, para ficar bem, apenas não sei em que fotografia.
 
Se sou ateu ou agnóstico não sei, mas o mundo que me rodeia é muitas vezes discipulo dedicado de Satanás, apesar de ir à missa todos os Domingos, de educar as suas crianças na doutrina cristã, na imperial e falsa bondade dos senhores que mandam nas Igrejas. Donos da razão que apenas trouxeram divisão ao mundo.
 
Se eu amo Jesus? Amo apenas o que me contaram que ele foi, quer seja verdade ou não, poucos seguem os seus passos e os pecados mortais proliferam cada vez mais.
 
Se tenho medo de morrer? Já pensaram que muito tempo da vida se perde a pensar na morte? A vida é curta e cada segundo conta, por isso proponho que cada um de nós tenha um espírito natalício diferente do que nos querem impôr, que dentro de nós haja VERDADE e que essa verdade seja ajudar uma mera pessoa que seja, alguém que tenha menos do que nós. E sabem que mais? Oxalá que tenham inveja e me roguem pragas é sinal que estou no bom caminho!
 
Venha Janeiro! 
 
 
Ah e se tiverem um tempinho ouçam a crónica que pus em anexo... foi escrita em Fevereiro e como a não a consigo colocar em mais lado nenhum (é grande) estreio-a aqui... deixem a vossa opinião se quiserem, boa ou má... é sempre melhor que o silêncio ensurdecedor que habita a alma de tanta gente!
 
Chama-se: 'O tempo das crianças não é o dos tribunais' e o texto está em http://www.manuelmarques.com/visualizar.php?idt=416824
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Apresentação  escrito em domingo 16 dezembro 2007 00:21

Tenho a vontade criar cada vez mais desenvolvida, a vontade de sair de uma prisão onde estou há muito tempo apenas por causa de um reles ordenado, que me levará a um caixão prematuro sem que goze a vida como deve ser!

 

Chega! É tempo de mudar, primeiro a sós, depois outros se juntarão, de forma sincera, sem imposições, sem intrigas nem trejeitos. O lixo no lixo que já há muito cá fora.

 

Sou assim, não tenho papas na língua, o ser mais dócil do mundo, uma fera para quem me trai. Não sou Jesus, explicando melhor... não dou a outra face... mas também não sou Pilatos... okay?

 

Quem tiver passado os três parágrafos anteriores e um dia puser o pé na poça já sabe com o que conta... ainda assim sou o melhor amigo de quem me quiser ter para amigo!

 

O que escrevo poderá ser ou não a realidade, acima de tudo é a transpiração daquilo que imagino, e uma simples e inócua coisa serve para escrever... nem bem, nem mal, por vezes não sou eu, apenas o escritor em acção!!!

 

Beijos e muitos abraços! Adoro transmitir energias positivas!

 

Ah... sou Carneiro de signo... explosivo... mas apenas quero paz e amor!!!

 

Manuel Marques o poeta 

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